SACRIFÍCIO VINGADOR

Saiu nos cinemas o tão aguardado filme Vingadores: Ultimato. Creio que todos viram ou ouviram falar e entre tanta adrenalina, alegrias e tristezas, uma das cenas que mais me impactaram, quando comparada à caminhada cristã, é o sacrifício de Tony Stark.

Não só por que é meu personagem favorito (confesso!) mas porque acho que seja um dos mais humanos, falho, como nós. Sua trajetória é repleta de mais erros que acertos, com uma personalidade deveras difícil de lidar: egoísta, arrogante… “Inevitável”. Bem como todos nós.

Ao final do filme, o Homem de Ferro se vê numa encruzilhada, onde tudo se resumiria a uma única decisão, que deveria ser tomada pelo próprio: permanecer vivo e ter o mesmo cenário de horror repetido ou se sacrificar em prol de algo maior? Veja bem, sua decisão individual mudaria tudo.

Partindo da perspectiva cristã, nossa vida é cheia desses momentos duais em que precisamos decidir em manter-nos na forma em que estamos ou nos sacrificar para alcançar o propósito de Deus. É o que em Lucas 9:23 está escrito: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me”.

E creio que essa seja realmente a parte mais difícil, negar a si mesmo. Sacrificar nossa carne e desejos, quem sabe até mesmo relacionamentos, para que haja mudança real e eficaz, que transformará tudo ao nosso redor e, quem sabe, até mesmo outras vidas!

Se desejamos nos achegar a Cristo e viver a sua vontade de maneira plena, DEVEMOS nos sacrificar, não importando quão doloroso possa ser. E parando para pensar, não importa o quão difícil ou doído seja, quando uma ação é feita baseada no amor a Cristo, sem dúvida alguma valerá a pena, e a dor e o medo serão substituídos pela graça e amor imensurável.

Esses momentos decisivos são singelos e quase imperceptíveis, é quando temos que dar uma palavra amiga a alguém passando por uma situação difícil, fazer uma oração por um desconhecido, tirar um período ao longo do dia para conversar com o Pai… O momento em que devemos decidir entre permanecer em nossa zona de conforto ou sermos ousados e corajosos para ir e mudar a nossa história, quem sabe a de outros.

É bom nos lembrarmos que nossa luta é diária e requer sensibilidade ao sobrenatural, para que A grande chance não se perca. Tony Stark, por sorte, teve como reparar seus erros e fazer o que tinha que ser feito para que o futuro dos seus amigos fosse diferente do que ele presenciou. Mas nós, provavelmente, não teremos “segundas chances”.

[Texto por Stefany Ellen]

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